terça-feira, 11 de dezembro de 2012

IV Encontro da Rede MangueMar chega ao final!




 Parte dos Participantes do encontro: Chico/PE, Mario/PR, Carlos e Marcos/BA
Marilia/PA, Juan/Chile,Nega e Elionice/BA, Manoel/ES,Tarcisio, Enilde, Alberto e Cicera/PE,
Rodrigo e Pedro/PE, Valfran/RN, Benedito/ES,Martilene/CE, Uilsenia/RJ,Beto/MA e Gilmar/BA.


Chegamos ao final de mais um ano, de muitos trabalhos grandes realizações, realizamos na última semana o 4º Encontro Nacional da Rede MangueMar Brasil, onde debatemos a privatização das águas públicas, conflitos socioambientais na zona costeira, trocamos experiencia com os conflitos da produção do salmão chilena e a privatização das áreas em detrimento da pesca artesanal, discutimos e deliberamos sobre a realização do 1º Encontro Social mundial de Organização, povos e Comunidades dos Ecossistemas Manguezais e outros Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
Mesa de Abertura: Antonio Clerton/CEPENE, Joana Mousinho/PE, Tarcisio/Fundaj, Manoel/IRCOS 

Enriquecemos  nossos conhecimento sobre, com as trocas de experiencia e vivencia dos mais de 40 participantes,(Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba  Pernambuco, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, contamos ainda com a participação de ilustreis representantes do (CHILE, e de duas estudantes de mestrado em Oceanografia(francesa/alemã) que contribuíram brilhantemente com as discussões.
Grupo de Trabalho - Pernambuco

Ainda não será possível a socialização do resultado final do encontro, uma vez que a relatoria do encontro ainda não fechou o relatório, nos comprometemos de nos mas breve possível socializar na rede os encaminhamentos e as deliberações do 4º Encontro Nacional da Rede MangueMar Brasil. Quero aqui agradecer a todos e todas que colaboraram com realização desse encontro, em especial a Professora Beatrice Padovane Ferreira que contribuir com a animação dos presentes trazendo para o encontro um panorama da problemática da Zona Costeira do Brasil; ao Professor Juan Carlos Cárdena que contribuir trazendo um pouco de como esta a politica chilena para produção do Salmão e os conflitos com as comunidades pesqueiras tradicional, e de uma maneira toda especial queremos agradece a todos que se fizeram presentes, e todos aqueles que queriam esta mão não foi possível. 
Plenária no debate sobre Campanha do Território Pesqueiro.

Fiquem abaixo com algumas imagens de nosso encontro, a descontração e o comprometimento dos presente  contribuir com a ar de harmonia e companheirismo ente todos e todas.

E na tentativa de fazer uma foto de encerramento.


Severino Antonio - Bill
Secretário Executivo da Rede MangueMar Brasil
Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcanti, 4688, Casa Caiada
Olinda/PE  - CEP 53.040-000
E-mail:manguemarpe@yahoo.com.br
Tel. 81 3012-1417

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

IV Encontro Nacional da Rede Mangue Mar Brasil. Tema: "Privatização das Águas Públicas e os Conflitos Sócio Ambientais na Zona Costeira do Brasil"




CARTA CONVITE


Estudos mostram que 50% da população mundial vivem em cidades localizadas a menos de 100 km da linha de costa (SHUVAL 2006 apud STEWART et al. 2008). No Brasil, estudos mostram que 1/3 da população vive a beira-mar e cerca de 50% vive a menos de 200 km da costa (MMA/2008). O resultado disto tudo é a forte pressão que os grupos extrativistas vêm sofrendo com a expansão de atividades fortemente impactantes do ponto de vista social e ambiental, tais como a carcinicultura, monocultivo de eucalipto e cana-de-açúcar, turismo desordenado e predatório, especulação imobiliária, pesca predatória, poluição química das indústrias, além dos portos, e barragens construídos sem considerar estudos de viabilidade social e ambiental.

Com objetivo de fortalecer a articulação, discutir e exigir o cumprimento de reinvidicações que cessem os impactos causados as comunidades costeiras, a Rede MangueMar Brasil, vem por meio deste, lhe convidar a participar do IV Encontro Nacional da Rede Mangue Mar Brasil.

Local: (CEPENE) – Tamandaré/PE
Data: Chegada dia 06,  encontro de 07 a 09 de dezembro de 2012.
Contato para informação: Alberto Silva 81 9752-3161(TIM), Manoel Pedrosa 81 8891-5155(oi) e Severino Antonio 81 9211-0439 (claro) 81 9972-6546(TIM), e por e-mail:manguemarpe@yahoo.com.br.

Para facilitar o transporte do Aeroporto para local do encontro em Tamandaré que fica a 110 km do Recife, a organização do encontro esta vendo junto com a Fundaj a liberação de um micro-ônibus para fazer o transporte dos participantes até o local do encontro. Para isso será necessário que todos chegue no aeroporto até as 14h30min do dia 06/12, o ponto de referencia para todos os participantes, será as cadeira de frente a CASA LOTERICA, próximo ao portão de desembarque sul.

Necessitamos das confirmações de participação e as informações do que necessitaram de ajuda com transporte para isso solicitamos que nos encaminhe o nome completo, RG, CPF, Aeroporto de Origem dos que necessitaram de transporte. Essas informações deve esta disponível até o dia 31 de outubro de 2012.

Certos de contamos com a presença de todos e todas reiteramos nossos votos de estimas e considerações.

Tamandaré, 23 de outubro de 2012.


Equipe de Organização:
Alberto Silva – Secretária da Rede MangueMar Pernambuco
Severino Antonio – Secretário da Rede MangueMar Brasil
Manoel Pedrosa – IRCOS
Beatriz Mesquita e Tarcisio Quinamo – Fundaj. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

NOTA DO CONSELHO PASTORAL DOS PESCADORES

PEDRA FUNDAMENTAL DO ESTALEIRO NAVAL NO IGUAPE E PRESIDENTE DILMA

A cidade do Salvador foi surpreendida com uma tímida divulgação sobre a vinda da Presidente Dilma para implantar uma suposta pedra fundamental de um Estaleiro na Baía do Iguape. Pergunta-se pelo motivo da vergonha dos órgãos oficiais em divulgar esta notícia, buscando maquiar os interesses obscuros sob este empreendimento e a truculência e violação aos direitos dos povos que ele simboliza.
Uma expressão mais verdadeira que implantar pedra fundamental: poderíamos afirmar que a Presidente irá decepar a primeira árvore entre as duas dezenas de hectares de manguezais que serão derrubados no local, acirrando a crise ambiental e a falência dos estoques, aprofundando a pobreza de mais de 20.000 pescadores da região. Ou lançar a primeira das 75 mil caçambas de entulho nas águas da Baía do Iguape, provocando um aterro hidráulico estimado em 1,2 milhões de metros cúbicos. Ou ainda derrubar as primeiras árvores da mata atlântica entre aproximadamente 10 hectares que serão derrubadas, criando um dos maiores desastres para a biodiversidade da Baía do Iguape, com todos os impactos decorrentes para o frágil estuário já debilitado.
O acirramento da crise ambiental no Iguape não prejudicará apenas as aves migratórias, os mamíferos aquáticos, os estoques de peixes, crustáceos e moluscos. Mas Afetará especialmente as populações locais, em sua grande maioria quilombolas, pescadores, que estão à margem das políticas públicas e agora correr o riscos de serem refugiados ambientais.
Estes fatos já públicos nos dados oficiais podem ser o motivo da vergonha do Governo Estadual. Talvez por isso nenhum deputado ou autoridade do executivo compareceu à audiência pública realizada altas horas da noite para impedir a participação da população.
Ferindo a Constituição Federal, os direitos ancestrais dos povos tradicionais quilombolas, as empreiteiras pretendem construir o empreendimento sobre o território de uma das mais antigas comunidades quilombolas do recôncavo Baiano. Sem que exista o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Território Quilombola por negligência e irresponsabilidade do Governo Brasileiro, o licenciamento foi concedido colocando em risco os direitos já conquistados pelo povo Negro do Brasil e contrariando às leis nacionais e os tratados internacionais como a Resolução 169 da OIT Organização Internacional do Trabalho.
Afrontando as conquistas históricas dos trabalhadores a Reserva Extrativista do Iguape teve seus limites alterados de maneira açodada e ilegal, sem que tenha existido qualquer consulta às populações e através de Medida Provisória sobre matéria diversa, enquanto a lei determina a exigência de lei específica.
Desferindo descaso para a legislação municipal, o licenciamento foi realizado contrariando a proibição do Plano Diretor do Município, o qual foi mudado através de manobras políticas posteriores apenas para desafetar a área de interesse das Empreiteiras.
Os verdadeiros interesses omitidos pelo empreendimento encontram-se na busca frenética de lançar mão de bilionários recursos do fundo da marinha mercante, deixando em aberto uma grade dúvida na sociedade: Estes poderosos esquemas de financiamento das empreiteiras buscam viabilizar estes empreendimentos absurdos ou estes empreendimentos são desculpas para acessar estes generosos recursos públicos?
Até hoje está claro quem pagou o licenciamento Ambiental? Se a SUDIC Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial foi a proponente do empreendimento, então obviamente a proponente deve ter pago o custo do licenciamento. Ora, que imoralidade seria a administração pública pagar o licenciamento de um empreendimento que sabe-se é privado! Será por isso que não é pública a informação sobre quem pagou o licenciamento? É lamentável que a esperança de uma nova cultura política no País, alimentada por décadas de lutas contra oligarquias corruptas, renda-se ainda às velhas práticas que causam a pobreza e a morte do nosso povo. Durante muitos anos as empreiteiras escondiam-se sob as pastas rosas. Hoje vemos as mesmas pastas com muitas tonalidades de cores!
Sexta, 13 de Julho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

CAMPANHA PELO TERROTÓRIO TRADICIONAL PESQUEIRO EM BRASÍLIA REUNE 2 MIL PESCADORES E PESCADORAS ARTESANAIS




Lançamento da Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras reuniu 2 mil pescadores e pescadoras artesanais de 16 Estados brasileiros, reafirmando o desejo por uma lei de iniciativa popular que garanta o direito das comunidades pesqueiras sobre as terras e as águas.

Pescadores e Pescadoras de vários estados do Brasil dos rios, açudes, estuários e do mar tinham um único objetivo: poder viver, morar, preservar e trabalhar em suas comunidades, tendo na pesca artesanal sua fonte de sustento e prática cultural. Com esse sentimento o Lançamento da Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras aconteceu de 04 a 06 de junho, no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade, em Brasília / DF.

Com o lema Território Pesqueiro: Biodiversidade, Cultura e Soberania Alimentar do Povo Brasileiro, o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais – MPP deu início a coleta de 1.385.000 (um milhão trezentos e oitenta e cinco mil) assinaturas, para propor uma lei de iniciativa popular, regulamentando e garantindo o direito das comunidades pesqueiras sobre as terras e as águas. Segundo a coordenadora regional do MPP do Maranhão Luciene Sales “Essa campanha vai ser um marco na história para os pescadores e pescadoras no Brasil. Mostra como o pescador vai tomando iniciativa e tem consciência do que quer. Vamos ter nosso território demarcado para não estarmos à mercê de outros que chegam e dizem que a terra pertence a eles. É uma forma de garantir a sobrevivência das nossas comunidades”.

Durante os três dias do lançamento pescadores, pescadoras, agentes pastorais, políticos, religiosos, profissionais liberais, estudantes e movimentos sociais presenciaram um marco para existência da vida das comunidades tradicionais pesqueiras do Brasil. Caravanas de Alagoas, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe começaram a chegar já no domingo dia 03, e traziam os pescadores e as pescadoras que foram articulados e mobilizar por 50 militantes que compuseram equipes incumbidas de visitar e informar mais de 200 comunidades pesqueiras em 50 municípios, deixando-as apropriadas dos fundamentos da Campanha. Nos dias 03 e 04 as delegações eram recebias e encaminhadas ao Pavilhão de Exposições, no qual tinha um espaço reservado para cozinha, exposição e dormida.

A expectativa era grande para o dia 05, que foi reservado para o lançamento oficial da campanha, seguido de uma série de atividades. O primeiro horário ficou destinado a apresentação das delegações dos Estados, que emocionou a todos e mostrou a riqueza produtiva e da cultura pesqueira. Ao entrar na plenária, cada delegação estadual trazia símbolos, peixes, frutos regionais e bandeiras. Orgulho e afirmação podia-se ler nos olhos de cada pescador e pescadora que deixava sua oferenda na grande mesa posta ao centro da plenária. Ao final do desfile das delegações, uma mesa farta representava a riqueza de pescados era a festa da diversidade do povo pesqueiro.

A mesa de Lançamento com as presenças de representantes do MPP das regiões: Norte, Nordete, Sudeste, e Sul apresentaram os problemas regionais e os fundamentos da campanha. Ainda fizeram parte da mesa o Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo, a Secretaria Adjunta da SPU Louise Ritzel, o Deputado Federal Pedro Eugenio, Ministro da Pesca e Aquicultura Marcelo Crivella e representantes dos movimentos que compõem a Via Campesina. Durante o lançamento os pescadores explanaram sobre as problemáticas e potencialidades existentes em cada região, de modo a justificar a Campanha.

Ao final das falas, como marco histórico da campanha, Toinho Pescador de 80 anos – pescador e militante que guarda as lutas históricas dos pescadores como a constituinte da pesca– foi o primeiro a assinar para a lei de iniciativa popular, dando inicio a coleta das 1.385.000 (um milhão trezentos e oitenta e cinco mil) assinaturas.

Ainda pela manhã o Projeto de Lei foi apresentado aos presentes, por uma mesa composta pelo advogado Pedro Diamantino da Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais e a representante do MPP/CE Maria Martilene. Na ocasião também apresentou-se as estratégias para a coleta das assinaturas, como engajamento das associações, colônias, sindicatos, comunidades, universidades, igrejas entre outras.

A tarde iniciou com uma Audiência Pública para debater os conflitos sócios ambientais e as comunidades tradicionais pesqueiras. A representante da Procuradoria Federal Débora Duprat, e os representantes do Ministério do Meio Ambiente e da SPU acompanharam a narrativa dos conflitos de cada Estado através do depoimento dos pescadores e pescadoras.

A Celebração Ecumênica Terra de Deus, Água da Vida, Território do Povo finalizou a tarde com uma mensagem de fé e renovação para os pescadores e pescadoras.

A Noite Cultural mobilizou as delegações com apresentações Culturais e elementos da sua cultura através de poesia, de comidas, de artesanato típico, da dança e das músicas, resgatando a história, cultura e modo de viver dos pescadores e pescadoras.

A Marcha em Defesa da Pesca Artesanal do Brasil saiu do Parque da Cidade às 8h até Congresso Nacional, com uma parada no Ministério do Meio ambiente, com faixas, cartazes, bandeiras e camisas, os homens e mulheres das águas. Com 2 km de extensão no eixo monumental de Brasília, os pescadores e pescadoras entre gritos de luta e o Hino da Campanha, tinham o microfine aberto para narrarem as dificuldades enfrentadas em suas comunidades.

Ao chegar no congresso, uma ciranda foi improvisada como forma de simbolizar a união dos pescadores e pescadoras de todo o Brasil. Uma comissão formada por 50 pessoas entregou cópia da proposta de lei, avisando aos deputados que os pescadores trariam aquela proposta com a força popular para ser aprovada.

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